O que é o mobbing?
O mobbing é a pressão exercida no local de trabalho geralmente por um superior hieraquico ou colega através de atitudes que desrespeitem a dignidade como pessoa da vitima e que visam promover o despedimento voluntário através da criação de um ambiente de trabalho artificial e dificil de suportar...o agressor que preenche um certo perfil psicologico de que pode ou não ter consciência...certo é que o objectivo é condicionar e alterar o comportamento da pessoa vitimizada.
Existem varios comportamentos desde os mais subtis aos plenamente declarados tais como a violencia, o assedio sexual...aos de requintada malvadez...em que se destroça emocionalmente a pessoa objecto atribuindo-lhe tarefas menores, retirando-lhe outras, se o mobber é estratega estuda o perfil da pessoa, geralmente cumpridora, responsavel, timida e sensivel e como que ataca a presa de modo a faze-la sentir culpada e incompetente...
O objectivo é afastar e promover o desrespeito dessa pessoa...através de desautorizações de um esvaziamento premeditado e sistematico
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
A musica no Museu
A musica envolvia arrebatadoramente toda a sala...mas em particular a mim que nunca pensei estar ali, naquele momento, com aquela companhia...quem diria!? que aquela pessoa, cuja lembrança me tinha dado sempre um elan fantástico nos momentos mais duros dos ultimos tempos estivesse ali sentada ao pé de mim...então tentei fechar os olhos e eternizar o momento...pensei: "Se daqui amanhã me puser a ouvir alguma musica deste pianista...vou conseguir recrear este momento e com ele o local...o dia....a hora...e só vai faltar mesmo a companhia dessa pessoa..."
Não sei...sei que invariavelmente sou precipitada e no fim da noite enviei uma sms...respeitosa...cordial...mas a desoras...e claro que a resposta nem tardou porque não veio...e com o vazio das palavras escritas...a alma e o coração postos ambos a "sangria" invadiram o que restava de qq esperança no impossivel
Não sei...sei que invariavelmente sou precipitada e no fim da noite enviei uma sms...respeitosa...cordial...mas a desoras...e claro que a resposta nem tardou porque não veio...e com o vazio das palavras escritas...a alma e o coração postos ambos a "sangria" invadiram o que restava de qq esperança no impossivel
domingo, 29 de agosto de 2010
III Capitulo dos 3 Js a Personagem...Honorata Gentil..
Mulher misteriosa...de cabelos negros e compridos...não fossem os seus 61 anos...lábios finos...sempre bem disposta e gentil...sempre pronta a ajudar o próximo...alma fantástica...excepto quando assumia a defesa de teses para as quais não detinha habilitações...
Honorata Gentil...manifestara mais uma vez o pior, ou único defeito que até agora lhe encontrava...quando Solato Olivera nela confidenciou a conversa que tivera com o Desembargador...
De repente assumiu com inusitada determinação a convicção a contra-argumentação dos assuntos do foro juridico descritos por Solato... como se de uma Belisina se tratasse...sim porque era impressionante como uma Pessoa com outro tipo de formação...e que até parecia ser equilibrada conseguia contrapor vigorosos argumentos ...que contrariavam as teses do Sr.Osório do Campo...
Porque meus Caros...Honorata acreditava em Lobisomens..e a quem acredita em Lobi...ooops...está interdita ab especie qualquer contra argumentação juridica..a não ser que o Dr.Osório do Campo fosse ele proprio a viva prova da existência dos Lobis...o que não devia ser, uma vez que passara a meia noite na companhia de Oliveira e nada tinha sucedido...
Seria talvez um Vampirozinho de trazer por casa...sugador de tempo e de teorias da batata estéril...
Eu odeio falta de modéstia...e sou absolutamente intolerante a qualquer tipo de manifestações de «ignorância atrevida»...a não ser que a própria argumentante admita sem esforço e o ressalve que dessa Matéria podem existir pessoas que mais saibam...
Honorata tinha pisado o risco já demasiadas vezes e eu que eu até a tinha admirado e gostaria de imitar em certos modos de ser....comecei a desenvolver a micro-bactéria da intolerância...que já se começava a manifestar num esgar esverdungado pro amarelo que o meu facias assumia quando a Senhorita Gentil, decidia esgrimir as suas convicções em campos que eu detinha maior grau de habilitação académico e de experiência...
Receava que a qualquer momento a sua constante presença...constante e inesperada no recesso do meu lar...ao qual acudia sob chamada do meu amigo Olivera me começasse a denunciar e pusesse cobro àquilo que podia ser o principio de uma bela Amizade...
Honorata Gentil tinha por certo iniciada o seu percurso budista...porque só assim eu conseguia encontrar justificação para o seu grau de paciência para com o Olivera que lhe atribuia as tarefas mais irritantes e demoradas ...e que ela desempenhava sempre de cara alegre e espirito de sacrificio.
Honorata Gentil...manifestara mais uma vez o pior, ou único defeito que até agora lhe encontrava...quando Solato Olivera nela confidenciou a conversa que tivera com o Desembargador...
De repente assumiu com inusitada determinação a convicção a contra-argumentação dos assuntos do foro juridico descritos por Solato... como se de uma Belisina se tratasse...sim porque era impressionante como uma Pessoa com outro tipo de formação...e que até parecia ser equilibrada conseguia contrapor vigorosos argumentos ...que contrariavam as teses do Sr.Osório do Campo...
Porque meus Caros...Honorata acreditava em Lobisomens..e a quem acredita em Lobi...ooops...está interdita ab especie qualquer contra argumentação juridica..a não ser que o Dr.Osório do Campo fosse ele proprio a viva prova da existência dos Lobis...o que não devia ser, uma vez que passara a meia noite na companhia de Oliveira e nada tinha sucedido...
Seria talvez um Vampirozinho de trazer por casa...sugador de tempo e de teorias da batata estéril...
Eu odeio falta de modéstia...e sou absolutamente intolerante a qualquer tipo de manifestações de «ignorância atrevida»...a não ser que a própria argumentante admita sem esforço e o ressalve que dessa Matéria podem existir pessoas que mais saibam...
Honorata tinha pisado o risco já demasiadas vezes e eu que eu até a tinha admirado e gostaria de imitar em certos modos de ser....comecei a desenvolver a micro-bactéria da intolerância...que já se começava a manifestar num esgar esverdungado pro amarelo que o meu facias assumia quando a Senhorita Gentil, decidia esgrimir as suas convicções em campos que eu detinha maior grau de habilitação académico e de experiência...
Receava que a qualquer momento a sua constante presença...constante e inesperada no recesso do meu lar...ao qual acudia sob chamada do meu amigo Olivera me começasse a denunciar e pusesse cobro àquilo que podia ser o principio de uma bela Amizade...
Honorata Gentil tinha por certo iniciada o seu percurso budista...porque só assim eu conseguia encontrar justificação para o seu grau de paciência para com o Olivera que lhe atribuia as tarefas mais irritantes e demoradas ...e que ela desempenhava sempre de cara alegre e espirito de sacrificio.
II Capitulo dos 3 Js
O Juiz Desembargador Osório do Campo meneou a cabeça confirmando a sua anuência e aprovação...,Solato estava a adorar a conversa...nem bem sabia como se dera a feliz coincidência que resultara em toda aquela atenção por parte do Meretissimo...e quanto ele já aprendera com ele em escassas 2 horas de conversa contínua?!
O Homem era um portento Juridico! Como que a sua energia vital se tinha por fim canalizado para o Mundo do Direito de um modo absoluto...aliado à experiencia dos seus 85 anos e à sua lucidez, digamos que estava no ponto «G»....sem querer com esta referencia um pouco brejeira ofender o Sr.Dr.Osório do Campo.
Atormentava-o porém um pequeno pormenor que tinha surgido há dias...fruto do uso das novas tecnologias...uma antiga Colega de Faculdade...de nome Belisina tinha-lhe mandado um mail...ao que parece tinha-se dado ao trabalho de o encontrar e tentar o contacto e agora que este estava restabelecido...queria à viva força reencontrar o Antigo Colega...
«Eu acho que o Sr.Dr. não deve ir encontrar-se com ela!» afirmou peremptório o Solato...
«Ora,ora meu Caro...o sr.parece a minha mulher...ela acha que isto só pode ser fruto de uma curiosidade mórbida...eu acho que não...foi-me lançado um desafio...a minha vida actual é feita disto mesmo...de pequenos desafios e de grandes deambulações juridicas...actualmente até estou a orientar uns Advogados que querem anular uma escritura...é de caras!...»
E dai abandonava as deambulações liricas e recomeçava na «diarreia» juridica...e o Zé ouvia atentamente e quase que partilhava do fenomenal entusiasmo do Sr.Dr.Juiz....
Perto da porta passara de novo Orquidea de Mora a dona da Estalagem onde este episodio se desenrolava...Orquidea já não estava no seu «prime time»...acho que ultimamente até se desleixava voluntáriamente...é fantástico como fácilmente compreendemos os mitos e lendas associados às Mulheres Feiticeiras...as mulheres vivem mais que os homens...e enriquecem a sua personalidade de um modo diferente ao envelhecerem...o Juíz enveredara pelas suas paixões de juventude...a Lei e Belisina...e Orquidea pelo estudo do comportamento humano e pelo ocultismo...
A proximidade da eternidade...que o avançar da idade nos traz...fomenta uma curiosidade quase morbida pelo mundo novo que se aproxima...assim sentia Orquidea de Mora...de ascendencia espanhola....fruto...segundo contara do desvario de um dos Homens Ilustres da pequena aldeia de Iberia...o seu Avô...ou Trisavô...teria sido um dos Monges do Convento Eremita que florescera no meio daquela paisagem inóspita e deserta de almas...sabia-o por acaso...porque um dia fora visitar o convento...ou o que dele restara...e os seus olhos tinham caido sobre a imagem a óleo do Abade Mor...carinha chapada desta nossa Orquidea...verrugas e tudo...
Mais...numa dessas noites de verão que promovem o mistério e alimentam a imaginação ao passear pela mata que rodeava o eremitério...podia jurar que tinha sido possuida por uma alma do além que de tão familiar lhe tinha por fim confirmado as ilustres origens...
Tudo isto sabia Solato...mas não o Juiz Osório do Campo...embora nenhum dos dois suspeitasse que a boa senhora passara precisamente no momento em que do Campo confessara ao Zé que tinha de satisfazer a sua mórbida curiosidade de reencontrar Belisina...
Orquidea, discreta e habituada pelos anos de profissão a guardar os segredos dos hospedes mais indiscretos prosseguira para os seus aposentos, registando apenas com apreço a nova Amizade dos 2 homens.
Do quarto número«6» porêm veio ruído de passos e Solato que tinha a sua vetusta e respeitavel Senhora Mãe a seu cargo teve de se despedir apressadamente do Desembargador para acudir à insónia da sua progenitora!
«1.30 da manhã...como o tempo voa...meu caro Solato...gostava imenso de continuar este nosso «Tete-A_tete» mas tem razão é demasiado tarde...muito boa noite!»
«Muito boas noites senhor Dr.e até amanhã...muitissimo obrigada pelas suas palavras reconfortantes!»
Solato entrou no quarto «6»...a venerável senhora deambulava sem sono pelos aposentos...estava como era seu hábito disponivel e desperta para uma breve conversinha nocturna com um dos seus rebentos dilectos...
Em tempos ela própria tinha sonhado em se tornar Freirinha...casta e pura...dedicada ás orações...cumprira a sua missão de Mãe e de Mulher e agora via-se recompensada pelas crises de gota, dedos deformados...dores da cervical e lombar e pelas indisposições nocturnas...ás vezes pergunto-me se não tirava um pouco de gozo em provocar a intriga entre os filhos e não só...como não a tinha conhecido em jovem...apenas a podia avaliar pelas atitudes que tinha depois de ultrapassar a bonita idade de 70...altura mais ou menos em que a tinha encontrado pela primeira vez...sempre notara o zelo excessivo a dedicação quase doentia do Solato pela sua Mãezinha...com o tempo compreendera que em certos aspectos ele tinha razão...mas o modo obssessivo com que assumia a fiscalização das actividades da sua Progenitora faziam-me perder a paciência bastas vezes...e perder a serenidade e boa vontade...bastas vezes quem nos acompanha prejudica a nossa imagem e relação com o próximo e neste caso era óbvio que a obssessão do Solato tornava a Mãe D.Reencarnação Encarnada do Espirito Santo e Olivera...numa companhia fastidiosa e maçadora...receavamos sempre estar a arranjar lenha para o nosso próprio auto inquisitório...sim porque acredito piamente que esta senhora se possivel seria a reencarnação de Torquemada...que me perdoem o facto de poder estar a errar...a pobre mulher fustigada por sucessivos e graves desgostos permanecia agora uma entidade com algum porte...mas semelhante a um sinistro «sugador de almas» dos contos de J.K Rawlings...
Para a amparar tinha Solato contratado uma senhora de nome Honorata Gentil...muito bem avontadada...muito cordata e que acreditava em Lobisomens mas não em Vampiros...porque se lembrava que em miuda existiam homens que à meia noite se tornavam lobos...fantástico não?!
Esta senhora morava perto de Solato e era a acompanhante ideal para a sua Mãezinha Querida nos momentos em que ele não a podia afobar de atenções e cuidados...
Eu estava literalmente farta daquelas duas personagens...começara de novo a reagir de modo irracional às solicitações exageradas por parte do Solato...entrara na rotina do cansaço...deixara de tolerar Reencarnação Encarnada...Honorata Gentil e Solato...cada um a seu modo...e embora reconhecesse que todos eram boas pessoas...detestava as suas prepotências que me impediam de querer sequer auxiliar as pobres almas como qualquer pessoa de bem deveria fazer.
O Homem era um portento Juridico! Como que a sua energia vital se tinha por fim canalizado para o Mundo do Direito de um modo absoluto...aliado à experiencia dos seus 85 anos e à sua lucidez, digamos que estava no ponto «G»....sem querer com esta referencia um pouco brejeira ofender o Sr.Dr.Osório do Campo.
Atormentava-o porém um pequeno pormenor que tinha surgido há dias...fruto do uso das novas tecnologias...uma antiga Colega de Faculdade...de nome Belisina tinha-lhe mandado um mail...ao que parece tinha-se dado ao trabalho de o encontrar e tentar o contacto e agora que este estava restabelecido...queria à viva força reencontrar o Antigo Colega...
«Eu acho que o Sr.Dr. não deve ir encontrar-se com ela!» afirmou peremptório o Solato...
«Ora,ora meu Caro...o sr.parece a minha mulher...ela acha que isto só pode ser fruto de uma curiosidade mórbida...eu acho que não...foi-me lançado um desafio...a minha vida actual é feita disto mesmo...de pequenos desafios e de grandes deambulações juridicas...actualmente até estou a orientar uns Advogados que querem anular uma escritura...é de caras!...»
E dai abandonava as deambulações liricas e recomeçava na «diarreia» juridica...e o Zé ouvia atentamente e quase que partilhava do fenomenal entusiasmo do Sr.Dr.Juiz....
Perto da porta passara de novo Orquidea de Mora a dona da Estalagem onde este episodio se desenrolava...Orquidea já não estava no seu «prime time»...acho que ultimamente até se desleixava voluntáriamente...é fantástico como fácilmente compreendemos os mitos e lendas associados às Mulheres Feiticeiras...as mulheres vivem mais que os homens...e enriquecem a sua personalidade de um modo diferente ao envelhecerem...o Juíz enveredara pelas suas paixões de juventude...a Lei e Belisina...e Orquidea pelo estudo do comportamento humano e pelo ocultismo...
A proximidade da eternidade...que o avançar da idade nos traz...fomenta uma curiosidade quase morbida pelo mundo novo que se aproxima...assim sentia Orquidea de Mora...de ascendencia espanhola....fruto...segundo contara do desvario de um dos Homens Ilustres da pequena aldeia de Iberia...o seu Avô...ou Trisavô...teria sido um dos Monges do Convento Eremita que florescera no meio daquela paisagem inóspita e deserta de almas...sabia-o por acaso...porque um dia fora visitar o convento...ou o que dele restara...e os seus olhos tinham caido sobre a imagem a óleo do Abade Mor...carinha chapada desta nossa Orquidea...verrugas e tudo...
Mais...numa dessas noites de verão que promovem o mistério e alimentam a imaginação ao passear pela mata que rodeava o eremitério...podia jurar que tinha sido possuida por uma alma do além que de tão familiar lhe tinha por fim confirmado as ilustres origens...
Tudo isto sabia Solato...mas não o Juiz Osório do Campo...embora nenhum dos dois suspeitasse que a boa senhora passara precisamente no momento em que do Campo confessara ao Zé que tinha de satisfazer a sua mórbida curiosidade de reencontrar Belisina...
Orquidea, discreta e habituada pelos anos de profissão a guardar os segredos dos hospedes mais indiscretos prosseguira para os seus aposentos, registando apenas com apreço a nova Amizade dos 2 homens.
Do quarto número«6» porêm veio ruído de passos e Solato que tinha a sua vetusta e respeitavel Senhora Mãe a seu cargo teve de se despedir apressadamente do Desembargador para acudir à insónia da sua progenitora!
«1.30 da manhã...como o tempo voa...meu caro Solato...gostava imenso de continuar este nosso «Tete-A_tete» mas tem razão é demasiado tarde...muito boa noite!»
«Muito boas noites senhor Dr.e até amanhã...muitissimo obrigada pelas suas palavras reconfortantes!»
Solato entrou no quarto «6»...a venerável senhora deambulava sem sono pelos aposentos...estava como era seu hábito disponivel e desperta para uma breve conversinha nocturna com um dos seus rebentos dilectos...
Em tempos ela própria tinha sonhado em se tornar Freirinha...casta e pura...dedicada ás orações...cumprira a sua missão de Mãe e de Mulher e agora via-se recompensada pelas crises de gota, dedos deformados...dores da cervical e lombar e pelas indisposições nocturnas...ás vezes pergunto-me se não tirava um pouco de gozo em provocar a intriga entre os filhos e não só...como não a tinha conhecido em jovem...apenas a podia avaliar pelas atitudes que tinha depois de ultrapassar a bonita idade de 70...altura mais ou menos em que a tinha encontrado pela primeira vez...sempre notara o zelo excessivo a dedicação quase doentia do Solato pela sua Mãezinha...com o tempo compreendera que em certos aspectos ele tinha razão...mas o modo obssessivo com que assumia a fiscalização das actividades da sua Progenitora faziam-me perder a paciência bastas vezes...e perder a serenidade e boa vontade...bastas vezes quem nos acompanha prejudica a nossa imagem e relação com o próximo e neste caso era óbvio que a obssessão do Solato tornava a Mãe D.Reencarnação Encarnada do Espirito Santo e Olivera...numa companhia fastidiosa e maçadora...receavamos sempre estar a arranjar lenha para o nosso próprio auto inquisitório...sim porque acredito piamente que esta senhora se possivel seria a reencarnação de Torquemada...que me perdoem o facto de poder estar a errar...a pobre mulher fustigada por sucessivos e graves desgostos permanecia agora uma entidade com algum porte...mas semelhante a um sinistro «sugador de almas» dos contos de J.K Rawlings...
Para a amparar tinha Solato contratado uma senhora de nome Honorata Gentil...muito bem avontadada...muito cordata e que acreditava em Lobisomens mas não em Vampiros...porque se lembrava que em miuda existiam homens que à meia noite se tornavam lobos...fantástico não?!
Esta senhora morava perto de Solato e era a acompanhante ideal para a sua Mãezinha Querida nos momentos em que ele não a podia afobar de atenções e cuidados...
Eu estava literalmente farta daquelas duas personagens...começara de novo a reagir de modo irracional às solicitações exageradas por parte do Solato...entrara na rotina do cansaço...deixara de tolerar Reencarnação Encarnada...Honorata Gentil e Solato...cada um a seu modo...e embora reconhecesse que todos eram boas pessoas...detestava as suas prepotências que me impediam de querer sequer auxiliar as pobres almas como qualquer pessoa de bem deveria fazer.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
A Oliveira ,o Teixo e o Jacinto...
O TEIXO
Parte I
Solato correu pelo Olival fora...atrás dos irmãos...eram 3....atrás do pobre do Mocho...que por obra de uma coincidência apenas Divina se encontrava acordado áquelas horas do dia...completamente desgovernado e estonteado pela garotada que gritava como loucos atrás dele...
«Que diabo...pensou o Mocho!? Rais partiçem estes petizes histéricos que se lembraram de vir para aqui a estas horas...e que raio de coisa me terá dado para ter aqui adormecido bem ao alcance destes selvagens!»
«Ó Sol corre...corre...ele vai para o lado direito! Cooooooorrreeeee que o apanhamos!...gritava o mais pequeno de todos....
E SOl fazendo das tripas coração...com os seus canivetes magritos e os seus pulmões meio saturados de antibiótico conseguia bem fazer frente ao desafio....o ar fresco do Olival entrava-lhe directo para os alveolos...o sangue renovava e afluia com toda a energia que só mesmo um corpo infantil pode ter...uma centelha maravilhosa de energia Divina...de fluxos magnéticos...de alegria!
A OLIVEIRA
Parte I
Sentou-se plácidamente junto ao ribeiro...as águas corriam tão cristalinas...tão puras...aqui além ía finalmente ver um Teixo...tinha esperado tantos anos por satisfazer a sua curiosidade e finalmente verificar a origem do nome que tinha...
Acabara de tirar uma foto a uma pequena cobra de água...linda e luzidia...que se tinha revelado entre as pedras da margem...olhou para o sol de fim de tarde...os seus olhos dourados que quase faziam lembrar os de um lobo recebiam os reflexos de despedida do Astro...pareceu-lhe ver um mocho a esvoaçar....mas ainda era um pouco cedo demais para mochos....
O JACINTO
Parte I
Entre as raízes do Teixo com o seu hábito castanho de Franciscano fazia as ultimas correcções no livro que pretendia publicar...era de todos os personagens de quem falei o mais belo...talvez de alma também...Maktub poder-se-á dizer...já que mesmo na mitologia greco-romana, este nome está associado ao belo Jacinto, tão amado por Apolo.
O seu livro versava sobre áreas complexas da mente humana...
De todos aqueles sobre os quais trata esta história, também é aquele que menos conheço...
De toda esta história temos nomes e relações de nomes que vão ao profundo nacional...somos o verdadeiro mix mediterrânico....e sendo eu própria a matriz quase morta de frutos e de sentimentos...quase me revendo no destino de Luna que se acabará por entrelaçar com o destes 3 homens.
Alguns links relacionados:
Parte I
Solato correu pelo Olival fora...atrás dos irmãos...eram 3....atrás do pobre do Mocho...que por obra de uma coincidência apenas Divina se encontrava acordado áquelas horas do dia...completamente desgovernado e estonteado pela garotada que gritava como loucos atrás dele...
«Que diabo...pensou o Mocho!? Rais partiçem estes petizes histéricos que se lembraram de vir para aqui a estas horas...e que raio de coisa me terá dado para ter aqui adormecido bem ao alcance destes selvagens!»
«Ó Sol corre...corre...ele vai para o lado direito! Cooooooorrreeeee que o apanhamos!...gritava o mais pequeno de todos....
E SOl fazendo das tripas coração...com os seus canivetes magritos e os seus pulmões meio saturados de antibiótico conseguia bem fazer frente ao desafio....o ar fresco do Olival entrava-lhe directo para os alveolos...o sangue renovava e afluia com toda a energia que só mesmo um corpo infantil pode ter...uma centelha maravilhosa de energia Divina...de fluxos magnéticos...de alegria!
A OLIVEIRA
Parte I
Sentou-se plácidamente junto ao ribeiro...as águas corriam tão cristalinas...tão puras...aqui além ía finalmente ver um Teixo...tinha esperado tantos anos por satisfazer a sua curiosidade e finalmente verificar a origem do nome que tinha...
Acabara de tirar uma foto a uma pequena cobra de água...linda e luzidia...que se tinha revelado entre as pedras da margem...olhou para o sol de fim de tarde...os seus olhos dourados que quase faziam lembrar os de um lobo recebiam os reflexos de despedida do Astro...pareceu-lhe ver um mocho a esvoaçar....mas ainda era um pouco cedo demais para mochos....
O JACINTO
Parte I
Entre as raízes do Teixo com o seu hábito castanho de Franciscano fazia as ultimas correcções no livro que pretendia publicar...era de todos os personagens de quem falei o mais belo...talvez de alma também...Maktub poder-se-á dizer...já que mesmo na mitologia greco-romana, este nome está associado ao belo Jacinto, tão amado por Apolo.
O seu livro versava sobre áreas complexas da mente humana...
De todos aqueles sobre os quais trata esta história, também é aquele que menos conheço...
De toda esta história temos nomes e relações de nomes que vão ao profundo nacional...somos o verdadeiro mix mediterrânico....e sendo eu própria a matriz quase morta de frutos e de sentimentos...quase me revendo no destino de Luna que se acabará por entrelaçar com o destes 3 homens.
Alguns links relacionados:
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Luna a Louca
Um dia, algures num Tribunal distante e perdido no vazio da imaginação de qualquer um de nós...houve uma audiência fantasma...
O Juiz, o Procurador...e uma Mulher a quem decidiram rotular de «A Louca»...
De facto a Mulher vestia de preto...tinha um olhar vazio e triste...os cabelos escorriam sem brilho pelas costas...a sua pele era pálida e as mãos divagavam em miriades de tiques incompreensíveis...não sorria.
Quando falava a voz saia de modo pouco timbrado e inexpressivo...
Não chorava...
Não sentia...
Enquanto os olhos do Juiz e do Procurador brilhavam...os olhos da mulher pareciam a janela para uma alma transparente e sem história.
E quando respondia às perguntas feitas alternadamente por um e por outro...as palavras saiam brancas...como se nem palavras fossem...como se fossem palavras escritas num velho diccionário daqueles já amarelados que ninguém se interessa em consultar...
O Juiz pausadamente registava as respostas que a mulher fantasma emitia para o eter...e dava-lhes talvez o sentido que nelas via...ou colava-lhes em nota de rodapé a pequena etiqueta que alguém algures tinha decidido colar à alma da Mulher a quem a partir de agora vou chamar Luna.
Luna tinha a doença dos Deuses...a doença que afligira Julio Cesár e outras personagens históricas...e tinha a doença que a nossa sociedade impõe aos esquecidos, aos pobres, aos que não tem a sorte de ter um vencimento ao fim do mês...aos que nasceram sem ser desejados...
Mas a Luna acrescia o sintoma de de tempos a tempos explodir...nela se digladiavam conceitos inconciliaveis....tristezas profundas...sonhos por realizar e tudo isso a tornava distante e reservada...como se fosse uma especie de Muralha da China que erguera para se salvaguardar de mais dissabores.
Tinha-se apaixonado...ou não...não parecia ter essa capacidade...pelo menos se estivessemos apenas em frente dela durante escassos 45 minutos....
Dessa paixão...tinha nascido uma criança...
O problema todo porém era ser pobre e consciente...tinha ficado com tanto receio de perder a criança ou de a prejudicar por ser doente que tinha procurado auxilio social e nessa sequência o pior dos seus receios tinha-se concretizado...recebeu ordem do Tribunal para entregar a criança a uma instituição de acolhimento apropriado...
Se não tivesse pedido auxilio nada disso teria sucedido...pensava ela...e pensavamos todos nós...e os olhos vazios de luar vagueavam pelo eter sem sentido e sem local onde poisar...mas olhava o Procurador de frente quando completamente sózinha e de pé a avaliavam de alto a baixo...em circunstâncias em que qualquer ser humano normal poderia claudicar pela pressão...ela mantinha a serenidade do seu coração vazio de emoções...
Eu não gostei de Luna quando a conheci...assustou-me a sua história...o seu vazio...e por isso mesmo senti que devia ajudá-la.
Há sempre duas faces de uma moeda...e o ingrato papel dos Juízes é decidir qual é aquele sobre o qual pende maior número e qualidade de provas...não se pode decidir ao acaso...mas o ser humano é um fervilhar de bondade e de maldade...e bastas vezes quem tem razão não tem prova e quem não a tem prova tem...
Luna não tinha prova...não sei se tinha razão...
O Juiz, o Procurador...e uma Mulher a quem decidiram rotular de «A Louca»...
De facto a Mulher vestia de preto...tinha um olhar vazio e triste...os cabelos escorriam sem brilho pelas costas...a sua pele era pálida e as mãos divagavam em miriades de tiques incompreensíveis...não sorria.
Quando falava a voz saia de modo pouco timbrado e inexpressivo...
Não chorava...
Não sentia...
Enquanto os olhos do Juiz e do Procurador brilhavam...os olhos da mulher pareciam a janela para uma alma transparente e sem história.
E quando respondia às perguntas feitas alternadamente por um e por outro...as palavras saiam brancas...como se nem palavras fossem...como se fossem palavras escritas num velho diccionário daqueles já amarelados que ninguém se interessa em consultar...
O Juiz pausadamente registava as respostas que a mulher fantasma emitia para o eter...e dava-lhes talvez o sentido que nelas via...ou colava-lhes em nota de rodapé a pequena etiqueta que alguém algures tinha decidido colar à alma da Mulher a quem a partir de agora vou chamar Luna.
Luna tinha a doença dos Deuses...a doença que afligira Julio Cesár e outras personagens históricas...e tinha a doença que a nossa sociedade impõe aos esquecidos, aos pobres, aos que não tem a sorte de ter um vencimento ao fim do mês...aos que nasceram sem ser desejados...
Mas a Luna acrescia o sintoma de de tempos a tempos explodir...nela se digladiavam conceitos inconciliaveis....tristezas profundas...sonhos por realizar e tudo isso a tornava distante e reservada...como se fosse uma especie de Muralha da China que erguera para se salvaguardar de mais dissabores.
Tinha-se apaixonado...ou não...não parecia ter essa capacidade...pelo menos se estivessemos apenas em frente dela durante escassos 45 minutos....
Dessa paixão...tinha nascido uma criança...
O problema todo porém era ser pobre e consciente...tinha ficado com tanto receio de perder a criança ou de a prejudicar por ser doente que tinha procurado auxilio social e nessa sequência o pior dos seus receios tinha-se concretizado...recebeu ordem do Tribunal para entregar a criança a uma instituição de acolhimento apropriado...
Se não tivesse pedido auxilio nada disso teria sucedido...pensava ela...e pensavamos todos nós...e os olhos vazios de luar vagueavam pelo eter sem sentido e sem local onde poisar...mas olhava o Procurador de frente quando completamente sózinha e de pé a avaliavam de alto a baixo...em circunstâncias em que qualquer ser humano normal poderia claudicar pela pressão...ela mantinha a serenidade do seu coração vazio de emoções...
Eu não gostei de Luna quando a conheci...assustou-me a sua história...o seu vazio...e por isso mesmo senti que devia ajudá-la.
Há sempre duas faces de uma moeda...e o ingrato papel dos Juízes é decidir qual é aquele sobre o qual pende maior número e qualidade de provas...não se pode decidir ao acaso...mas o ser humano é um fervilhar de bondade e de maldade...e bastas vezes quem tem razão não tem prova e quem não a tem prova tem...
Luna não tinha prova...não sei se tinha razão...
quinta-feira, 8 de julho de 2010
"Esforcemo-nos por entrar na morte com os olhos abertos"
In Memórias de Adriano de Marguerite Yourcenar.
Hoje quando a minha pequena sobrinha visitou o meu local de trabalho...ou melhor enquanto a histérica da recepção emitia os seus risinhos histriónicos e a pequena sobrinha corria pelos corredores...tive um flashback altamente estranho...lembrei-me de quando era pequenina e ia visitar o Avô Chico à Direcção de Estradas...do corredor..da sensação de frescura...da imensidão...da entrada e do gabinete em si....
Hoje quando a minha pequena sobrinha visitou o meu local de trabalho...ou melhor enquanto a histérica da recepção emitia os seus risinhos histriónicos e a pequena sobrinha corria pelos corredores...tive um flashback altamente estranho...lembrei-me de quando era pequenina e ia visitar o Avô Chico à Direcção de Estradas...do corredor..da sensação de frescura...da imensidão...da entrada e do gabinete em si....
quinta-feira, 1 de julho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Às três é de vez...a Terceira História
Vi o milhafre sobrevoar de novo o céu de Junho...tinha-te perdido...tinha perdido a esperança...mas não conseguia deixar de apreciar os voos picados dos milhafres...ou a alegria das piruetas das andorinhas ao fim da tarde...
Ai se eu tivesse tido a coragem de te dizer o que realmente sentia...se eu tivesse tido a coragem de te abraçar com toda a intensidade que a minha alma ditava...teria sido melhor ou pior?
A maior decepção que o homem sofre é pelas suas próprias opiniões LV
Ai se eu tivesse tido a coragem de te dizer o que realmente sentia...se eu tivesse tido a coragem de te abraçar com toda a intensidade que a minha alma ditava...teria sido melhor ou pior?
A maior decepção que o homem sofre é pelas suas próprias opiniões LV
sexta-feira, 5 de março de 2010
A segunda História...
O vazio...
Entrei e não vi ninguém...só um corpo amarelado estendido
Ninguém lá estava
Dei-te um beijo...toquei no teu coração antes fremente...já não lá estava
Nem tu...nem o que tinhas sido
Tudo tinha partido.
Entrei e não vi ninguém...só um corpo amarelado estendido
Ninguém lá estava
Dei-te um beijo...toquei no teu coração antes fremente...já não lá estava
Nem tu...nem o que tinhas sido
Tudo tinha partido.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
A Primeira história....
Trás os Montes 7.00
Avancei por entre as Pedras graníticas e pelo frio cortante como o aço…á minha volta a penumbra da alvorada impedia-me de distinguir as formas que se adivinhavam nas imediações…sabia que era a minha última e única oportunidade para recolher aquela amostra naquele local…amanhã ou daqui a uma hora sequer que fosse seria tarde demais…
O telemóvel zuniu com uma mensagem:
«Jantar TMN dia 24 de Fevereiro…»
C’um raio…do que estas pessoas se lembram de fazer a estas horas da madrugada…fui eu dar o meu número aos «Índios da Meia Praia» para isto…sim porque não me ocorre outra designação para estas estranhas pessoas que conheci…mais velhos…trabalhadores de secretária…ensimesmados ao monitor do computador e aos vastos recursos tecnológicos que permitem a comunicação de massas e a desvirtualização daquilo que melhor existe na Terra Mãe que é a Natureza e a serenidade e inexoribilidade do ritmo de vida com que ela nos presenteia, tudo acontece porque tem de acontecer…sem que nós estejamos a forçar o próximo a assumir comportamentos socializantes á força…tipo jantares ou responder a sms ou mails a toda a hora…
7.30
Ainda não alcancei a árvore da qual pretendo recolher essa amostra … é um Carvalho…...mais objectivamente o que pretendo obter é uma planta parasita que vive nessa arvore….tenho instruções especificas para não a deixar cair no chão e para não a cortar com metal….fantástico…o que me obrigam a fazer e ao que eu próprio me submeto em nome da ciência …
« O Visco-branco pertence a uma enorme família de cerca de 1400 espécies que vivem todas parasitariamente, podendo instalar-se em mais de uma centena de espécies de árvores, sobre cujos ramos formam volumosas manchas arredondadas que se conservam verdes durante todo o ano. A disseminação da planta é assegurada pelas aves, sobretudo pelos tordos e melros, que ingerem os seus frutos, deixando sobre os ramos onde pousam as sementes não digeridas. Estas germinam, produzem um haustório que penetra na casca e que, por sua vez, emite raízes que se introduzem na madeira.
O carvalho é uma das árvores que, na maior parte dos casos, resiste ao visco; devido à sua raridade, o visco do carvalho era considerado sagrado pelas civilizações antigas, havendo conhecimento de um cerimonial de purificação indispensável entre os druidas para fazer a sua colheita. Desde então, o visco conservou um papel tradicional de portador de felicidade para os lares que ornamenta aquando das festas de fim de ano. O Visco-branco tem cheiro desagradável quando seco e possui um sabor amargo.»
http://www.anbg.gov.au/mistletoe/folk-legend.html
Estavamos no sexto dia da Lua no fim do ano…para que a amostra pudesse ter as propriedades que eu investigava tinha de ser colhida exactamente nessa altura…o Carvalho tinha sido localizado através de uma fotografia área num local praticamente inacessível …tinha sido uma saga conseguir obter a localização aproximada do local …ninguém do povoado nem dos pastores tinha aberto a boca…fechados em copas como os rochedos graníticos…
Repentinamente o meu I-Pod desatou a tocar…. a letra da música parecia escolhida para aquele estranho momento…
Era dos King of Convenience, Noruegueses, parecia quase um aviso de Balder, esse mítico Filho de Odin e Frigga… imortal que fora morto precisamente pelo arremesso de visco álbum…
«Its hard to stay, its hard to look into your eyes,
When I say Im leaving.
I cant be sure, but I think Ive made up my mind,
Although your heart is bleeding.
I wish the only one I had to be was me,
For you to see it as clearly.
I wish the only thing I had to do was to,
Hold my arms around you.
So long, so hard,
Until youd understand.
So long, so hard,
Until youd understand»
Também eu tentava obter a solução para um complicado caso …ás vezes na vida parece-nos que o que se assemelha acertado é abraçar as pessoas e tentar mantê-las connosco ou com as nossas ideias impedindo que se afastem
Mas o certo é que graças a ti e a esta necessidade de te ajudar tinha recomeçado a escrever…tinha recomeçado a investigar …e embora soubesse que obviamente tinha estado ou até podiam dizer que estava apaixonado, sabia também que não tinha raízes e sem raízes seria sempre como o visco álbum…um parasita…querido…com mística….com boas qualidades eternamente jovem de coração e raro …mas que não permanece no mesmo local….é aéreo intocável…
Por isso tinha decidido retomar a pesquiza daquela carvalho mágico perdido algures nas brenhas do Norte de Portugal…
O Professor tinha-me dito que era a última esperança …não me tinha recomendado que seguisse o protocolo da recolha «mágica» mas por força das circunstâncias e dos documentos que tinha lido na net á procura de informações sobre o viscum álbum…tinha assimilado todos os dados inclusive os mitológicos e os mágicos…
De facto era aquela pequena planta que me iria permitir resgatar-te da possibilidade de nos deixares…era aquela pequena planta que poderia, ser utilizada como uma espécie de citoestático para te tratar…e eu não podia descartar qualquer pormenor…
Receava o pior….a minha mente cientifica e analitica trazia-me poucas esperanças mas sabia que iria contabilizar tudo no final…
Que se o que emocionalmente mais receava…e o final que logicamente iria suceder…que tudo iria pesar no complexo de culpa que naturalmente todos desenvolvemos quando o inevitável acontece…
E o inevitável no teu caso era a morte…por muito que me custasse assumi-lo…todos me tinham dito que era uma questão de meses…que o prognostico era reservado…mas como todos os dias desde essa data tinhas acordado de manha ao meu lado…eu acreditava piamente na magia de te querer conservar aqui e tudo que tinha sucedido nos dias das más noticias se tinha tornado um presságio negativo ...e tudo o que tinha sucedido nos dias das boas noticias se tinha tornado um presságio positivo e um ritual necessário a respeitar para que todas as manhãs continuasses a acordar ao meu lado e todas as noites eu pudesse sentir o teu calor ali.
Misletoe…«It was, therefore, the pass for the other world, which was permitting to go there, and then, what is more important, to come back.
But, for the Celts, on the contrary, the mistletoe was "He who cures everything", the symbol of the life which triumphs over the winter numbness.
Opposite images, but, after all, not so much distant, which here superpose, because it is not easy to separate the good from the evil, the beginning from the end, the death of the seed from the birth of the new plant.
"Au gui l’&n neuf", that is "To the mistletoe the new year",
a phrase of good wishes which has come, in the substance, till our times, confirmed by the medieval beliefs of the "theory of the signs".
And under this point of view, the mistletoe was a real mine.
As it never touches the soil, it was used for curing the epileptics, who, often, fall down on the ground (the modern medicine, has, in effect, recognized to it a sedative action, which, however, reverses with the dosage), and as its fruits ripen in nine months, the time of the human pregnancy, and contain a white and glutinous liquid, similar to the semen, they were persuaded that it was a sure remedy to the women and the whole livestock sterility (at that time, they were making not too much difference).
Finally, as in the point of junction, the host plant swells, like if it had a tumour, it was, by sure, curing also these last ones.
And even if it seems absurd, nowadays, the anti-cancerous properties, have been ascertained, and verified chemically. In fact, the host plant defends itself, creating a thick tissue, rich of tannin, which does not allow the mistletoe to advance, and that this, in its turn, reacts with a product which inhibits the cellular division, which slows down the growth of the wood and so, also of the tumours.
But let us see well, at close quarters, what is botanically, the mistletoe.
A parasite?
An interesting experiment has been carried on as to this matter. If in spring, we cut, one by one, all the leaves of a tree, this will die; but if it gives hospitality to a mistletoe, even if repeating the operation for several consecutive years, it remains always alive.
"Mother mistletoe", because this plant is dioecious: that is, it exists also a Mr. Mistletoe, with masculine flowers, which makes the pollen, and a Mrs. Mistletoe, with feminine flowers, which waits for it.
But no direct contacts, no infatuations or love disappointments, even if, later, the marriage perfumes, very romantically, of orange blossoms.
Sem desapontamentos…
Fantástico… os caminhos por onde uma inspiração nos conduz…embora sejamos nós sempre em ultima analise quem faz a escolha…e nunca os mesmos acontecimentos podem ser interpretados por pessoas diferentes da mesma forma…esse é o perigo e a sedução do envolvimento humano em qualquer que seja o fenómeno observado…se existem coincidências tem de facto de ser utilizadas …porque essa é a harmonia que provem da natureza…eu porem tenho a mania horrível de interpretar tudo á minha maneira e deverá ser extremamente difícil ou ate mesmo totalmente improvável encontrar alguém que partilhe de todas as minhas interpretações e é essa Pessoa que eu procuro!
Só que eu tinha encontrado essa pessoa…e eras tu…e agora tudo indiciava que poderias partir a qualquer momento…
Quando eu a encontrar eu sei que a minha busca terminou….não sei se quero que ela termine….quero é ter principalmente a liberdade de procurar e de no percurso ser útil a alguém ou alguma coisa.
…
In Norse Mythology a darker, though related aspect of the Mistletoe symbolism is revealed. The story goes that Baldur, the divine solar hero child of Frigg and Odin was killed by a twig of Mistletoe and would not return until after doomsday, when he would bring a new era of light, a golden age. We are told that Baldur, having visions of his immanent death grew concerned. When his parents heard about this they too grew concerned and Frigg went out to obtain oaths from all the elements, the stones, tree, plants and even venomous beasts. All swore never to harm the beautiful young God - all but the Mistletoe, who Frigg had deemed too feeble to do any harm and so she never asked for its allegiance. Satisfied with all the promises she thought her divine son invincible and it became a favourite pastime among the gods to shoot arrows and throw stones at the young God, none of which could harm him. Indeed, aiming shots at Baldur became a sign of honouring him. Unfortunately for Baldur, though the jealous God Loki found out about the neutral status of the Mistletoe. He went and picked a branch and returned to the Gods assembly where everyone was having fun shooting at the invincible God - all, except Hodur, Baldurs blind brother. Slyly, Loki went up to Hodur and asked 'why don't you show honour to your brother by taking a shot at him?' 'Because, I can't see and nor do I have anything to throw', he replied. 'Here, I will help you', Loki offered, passing Hodur the Mistletoe twig and assisting him to direct his aim. In an instant Baldur lay dead. The Gods were aghast and horrified, shocked and angered and immediately swore to avenge the attack. Meanwhile another brother was sent off to the Underworld to plead with the Goddess of death to allow Baldur to return to the heavens. However, the plea was only granted under the condition that all the gods and all the beings of the earth, living or dead must weep and show their sorrow or else Baldur would have to remain in the Underworld until doomsday. After hearing this, all the gods and all the beings of the earth, living and dead wailed and wept to show their sorrow - all but one: Loki, disguised as an old hag. And so it came to pass that we must wait till doomsday passes for the young sun god to return (which can't be far off - the way things are going...).
This treatment reflects a homeopathic approach, as large doses of the herb and in particular of the berries actually causes fits and convulsions. It was employed as a specific for this ailment and also used as a nervine to treat hysteria, delirium, convulsions, neuralgia as well as urinary disorders and heart complaints especially where these are related to a nervous condition. (stress) In former times amulets made from mistletoe wood were
http://www.sacredearth.com/ethnobotany/plantprofiles/mistletoe.php
Viscum album. To the Druids, the oak tree represented God, and the mistletoe in the oak represented human dependence on God.
http://www.magick-whispers.com/herbs.htm
"The day that is no day calls for a tree
That is no tree, of low yet lofty growth.
When the pale queen of Autumn casts her leaves
My leaves are freshly tufted on her boughs.
Look, the twin temple-posts of green and gold
The overshadowing lintel stone of white
For here with white and green and gold I shine -
Graft me upon the King when his sap rises
That I may bloom with him at the year's prime,
That I may blind him in his hour of joy."
- Robert Graves, The White Goddess
O mais estranho ainda é que por me recordar deste trecho e ontem por ter andado na net a investigar fui dar a um portal do Paganismo e exactamente a Deusa deste dia 12 de Fevereiro de 2010 é Frigga…a Mãe do Deus que foi morto com uma flecha feita de viscum álbum…isto é maravilhoso…mas se eu contar a alguém vão se rir ás gargalhadas…de qualquer forma há mais de uma semana que te envio mails e que tu não respondes…todos os dias…a várias horas me dou ao trabalho de ir verificar a porcaria da conta de email e tu nada….
Veja-se mais o que diz o tal portal
Frigga
Queen of the Gods
Frigga is Odin's wife, and her sphere of control is primarily the hearth and home; married love and childbirth. She is birth and renewal. Those married couples desirous of children would do well to honor her.
--~--
Pantheon: Norse
Element: Air
Sphere of Influence: Love and Birth
Preferred Colors: Blue, White
Associated Symbols: Cat
Magickal Day: Friday
Associated Animals: Cat
Strongest Around: Yule
Best Moon Phase: Waxing Moon
http://www.thewhitegoddess.co.uk/
Viscum album
NAMES: Mistletoe - True Mistletoe - All-Heal - Heal-All - Holy Wood - Golden Bough - Druid's Weed - Witches' Broom - Wood of the Holy Cross - Devil's Fugue - Birdlime - Lignum Sanctae Crucis - Omnia Sanantem
Woody evergreen parasite with branching stems and grayish-green bark that grows on deciduous trees. Host trees include apple, pear, poplar, linden and oak. It is usually found high on the tree, especially on soft-barked apple, willow and poplar trees. Mistletoe has two long, narrow, leathery yellowish-green leaves at each joint and blooms from February to May with greenish or yellow flowers. The fruit is a small, round, transparent white berry with a black seed in viscous pulp. The berries ripen in late fall and stay on the plant all winter. Propagate by crushing the sticky berries against the bark of a tree. Birds, especially the thrush, spread mistletoe by wiping their beaks on trees after they have eaten the berries. Mistletoe grows quickly and has hard, tough wood.
Gather branches in the fall before the berries appear. Dry them in the shade and store in airtight containers. The leaves can be gathered in fall or winter.
http://www.celticattic.com/olde_world/myths/mistleoe.htm
NAMES: Loranthus - All Heal - Sacred Mistletoe - Pren-awyr (Air Plant)
Parasitic plant like mistletoe that preys on oak trees in Eastern Europe and
on tamarisks and wild acacia in the Near East. It blooms with flame-colored
flowers.
MYTH:
The oracular burning bush of Jehovah may have been a thorny acacia covered with crimson loranthus.
Sacred to Benjamin and to Ixias/Ixion/Ischys.
This was the all-healing herb of Athene Hygieia, patroness of the medical cult in northern Greece.
Considered a holy herb.
MAGIC:
Element: Air
Eastern substitute for true mistletoe
Mistletoe, "neither on earth nor in heaven", is said to lose its healing powers if it touches the ground.
It was forbidden to cut mistletoe with iron.
Bodily misfortune was said to overtake those who cut mistletoe without sanction.
Native Australians believed that mistletoe on sacred trees contained the souls of spirit children who were waiting to be reborn. The Aborigines of Central Australia believed that the ratapa, spirits of unborn children of the tribe, lived one each in trees, rocks and sprigs of mistletoe.
In Japan chopped mistletoe leaves, millet and prayers were offered for a good harvest.
http://www.flowershopnetwork.com/pages/newsletter/NewsletterDecember2005.php
http://www.ovimagazine.com/art/2431
http://www.bbc.co.uk/dna/h2g2/A685091
Caramba…continuas sem me responder a porcaria dos mails…já não tenho coragem de te enviar sms a disfarçar…de certeza também sei que não te posso estar a induzir em erro…ficaste fula da vida quando te disse que ia buscar o visco…achaste que eu estava a delirar e que tudo era apenas um pretexto para me afastar de ti…e ir em mais uma das minhas saídas de campo….levaste tão a peito que agora nem me atendes o telemóvel…nem me respondes aos mails…
Preciso de submergir de alguma forma abstrair de tudo e todos…de facto apesar de tudo o que fiz de melhor foi vir á procura desta abençoada hipótese de cura meio louca…quando estamos desesperados acreditamos em tudo…quando estamos felizes acreditamos em tudo…somos o poço das contradições…
Já vamos no 9 dia em que nada dizes…
Trás os Montes 8:00
A luz ganha força….os primeiros raios de sol espraiam-se pela neblina da manhã….os regatos deitam todos aqueles fumos provocados pela evaporação que fazem lembra as paisagens japonesas…
E que me trazem à lembrança por exemplo esse gosto que partilhamos pelo salmão fumado e sashimi…e que como em tudo nesta historia me faz andar aos círculos …também Lokki o tal Deus mitológico do Norte assumiu a forma de um salmão para fugir a ira dos outros Deuses depois de ter conseguido matar o outro tipo perfeito filho de Frigga…
http://www.thewhitegoddess.co.uk/
Continuava sem avistar a estranha arvore…muito menos o viscum álbum….o frio continuava a gelar-me as mãos e o coração….
Como se numa montagem cinematográfica gostava de ser catapultado para a cena seguinte em que já nos encontramos em casa e em flashback nos lembramos de toda uma saga bem sucedida e tu estarias curada e estariamos ambos romanticamente juntos…mas não sei se ficamos sempre os mesmos depois do que fazemos na vida…do percurso que escolhemos…
A semana de silencio com que me presenteaste sem querer fazia com que me habituasse cada vez mais à tua ausência…tal como na natureza o apelo mais forte é sempre o da sobrevivência e por isso
«When you try your best but you don’t succeed…»
Dos King of Convenience que conheci através de ti….voltei aos meus Coldplay…
http://www.youtube.com/watch?v=73YjnOPM324
When you try your best but you don't succeed
When you get what you want but not what you need
When you feel so tired but you can't sleep
Stuck in reverse.
And the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone but it goes to waste
Could it be worse?
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you
And high up above earth or down below
When you're too in love to let it go
But if you never try you'll never know
Just what you're worth
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you
Tears stream, down your face
When you lose something you cannot replace
Tears stream down your face and I...
Tears stream, down your face
I promise you I will learn from my mistakes
Tears stream down your face and I...
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you.
Continuo a achar que é incrível o dom que tenho de encontrar um fio condutor em tudo o que procuro…só me falha realmente a conexão com a realidade….
Porque aí não consigo conciliar aquilo que sinto e encontro com aquilo que gostaria …
Lights will guide you home…espero
Continuo a procurar….
http://www.youtube.com/watch?v=rqbcV39Sq1o
Vem Ben Harper…
Realmente estar apaixonado por alguem ou alguma coisa é completamente inspirador!
Acho que até vale a pena não ser correspondido…mas não sentir não!
http://www.youtube.com/watch?v=1WPYybSTUQM
Agora o Fantastico dos Fantasticos…fui á pagina da White Godess e descobri que no «zodíaco celta sou o CHOUPO!»
E esta hem?
Litomancia…esta também nunca tinha ouvido falar
http://www.treadwells-london.com/
Avancei por entre as Pedras graníticas e pelo frio cortante como o aço…á minha volta a penumbra da alvorada impedia-me de distinguir as formas que se adivinhavam nas imediações…sabia que era a minha última e única oportunidade para recolher aquela amostra naquele local…amanhã ou daqui a uma hora sequer que fosse seria tarde demais…
O telemóvel zuniu com uma mensagem:
«Jantar TMN dia 24 de Fevereiro…»
C’um raio…do que estas pessoas se lembram de fazer a estas horas da madrugada…fui eu dar o meu número aos «Índios da Meia Praia» para isto…sim porque não me ocorre outra designação para estas estranhas pessoas que conheci…mais velhos…trabalhadores de secretária…ensimesmados ao monitor do computador e aos vastos recursos tecnológicos que permitem a comunicação de massas e a desvirtualização daquilo que melhor existe na Terra Mãe que é a Natureza e a serenidade e inexoribilidade do ritmo de vida com que ela nos presenteia, tudo acontece porque tem de acontecer…sem que nós estejamos a forçar o próximo a assumir comportamentos socializantes á força…tipo jantares ou responder a sms ou mails a toda a hora…
7.30
Ainda não alcancei a árvore da qual pretendo recolher essa amostra … é um Carvalho…...mais objectivamente o que pretendo obter é uma planta parasita que vive nessa arvore….tenho instruções especificas para não a deixar cair no chão e para não a cortar com metal….fantástico…o que me obrigam a fazer e ao que eu próprio me submeto em nome da ciência …
« O Visco-branco pertence a uma enorme família de cerca de 1400 espécies que vivem todas parasitariamente, podendo instalar-se em mais de uma centena de espécies de árvores, sobre cujos ramos formam volumosas manchas arredondadas que se conservam verdes durante todo o ano. A disseminação da planta é assegurada pelas aves, sobretudo pelos tordos e melros, que ingerem os seus frutos, deixando sobre os ramos onde pousam as sementes não digeridas. Estas germinam, produzem um haustório que penetra na casca e que, por sua vez, emite raízes que se introduzem na madeira.
O carvalho é uma das árvores que, na maior parte dos casos, resiste ao visco; devido à sua raridade, o visco do carvalho era considerado sagrado pelas civilizações antigas, havendo conhecimento de um cerimonial de purificação indispensável entre os druidas para fazer a sua colheita. Desde então, o visco conservou um papel tradicional de portador de felicidade para os lares que ornamenta aquando das festas de fim de ano. O Visco-branco tem cheiro desagradável quando seco e possui um sabor amargo.»
http://www.anbg.gov.au/mistletoe/folk-legend.html
Estavamos no sexto dia da Lua no fim do ano…para que a amostra pudesse ter as propriedades que eu investigava tinha de ser colhida exactamente nessa altura…o Carvalho tinha sido localizado através de uma fotografia área num local praticamente inacessível …tinha sido uma saga conseguir obter a localização aproximada do local …ninguém do povoado nem dos pastores tinha aberto a boca…fechados em copas como os rochedos graníticos…
Repentinamente o meu I-Pod desatou a tocar…. a letra da música parecia escolhida para aquele estranho momento…
Era dos King of Convenience, Noruegueses, parecia quase um aviso de Balder, esse mítico Filho de Odin e Frigga… imortal que fora morto precisamente pelo arremesso de visco álbum…
«Its hard to stay, its hard to look into your eyes,
When I say Im leaving.
I cant be sure, but I think Ive made up my mind,
Although your heart is bleeding.
I wish the only one I had to be was me,
For you to see it as clearly.
I wish the only thing I had to do was to,
Hold my arms around you.
So long, so hard,
Until youd understand.
So long, so hard,
Until youd understand»
Também eu tentava obter a solução para um complicado caso …ás vezes na vida parece-nos que o que se assemelha acertado é abraçar as pessoas e tentar mantê-las connosco ou com as nossas ideias impedindo que se afastem
Mas o certo é que graças a ti e a esta necessidade de te ajudar tinha recomeçado a escrever…tinha recomeçado a investigar …e embora soubesse que obviamente tinha estado ou até podiam dizer que estava apaixonado, sabia também que não tinha raízes e sem raízes seria sempre como o visco álbum…um parasita…querido…com mística….com boas qualidades eternamente jovem de coração e raro …mas que não permanece no mesmo local….é aéreo intocável…
Por isso tinha decidido retomar a pesquiza daquela carvalho mágico perdido algures nas brenhas do Norte de Portugal…
O Professor tinha-me dito que era a última esperança …não me tinha recomendado que seguisse o protocolo da recolha «mágica» mas por força das circunstâncias e dos documentos que tinha lido na net á procura de informações sobre o viscum álbum…tinha assimilado todos os dados inclusive os mitológicos e os mágicos…
De facto era aquela pequena planta que me iria permitir resgatar-te da possibilidade de nos deixares…era aquela pequena planta que poderia, ser utilizada como uma espécie de citoestático para te tratar…e eu não podia descartar qualquer pormenor…
Receava o pior….a minha mente cientifica e analitica trazia-me poucas esperanças mas sabia que iria contabilizar tudo no final…
Que se o que emocionalmente mais receava…e o final que logicamente iria suceder…que tudo iria pesar no complexo de culpa que naturalmente todos desenvolvemos quando o inevitável acontece…
E o inevitável no teu caso era a morte…por muito que me custasse assumi-lo…todos me tinham dito que era uma questão de meses…que o prognostico era reservado…mas como todos os dias desde essa data tinhas acordado de manha ao meu lado…eu acreditava piamente na magia de te querer conservar aqui e tudo que tinha sucedido nos dias das más noticias se tinha tornado um presságio negativo ...e tudo o que tinha sucedido nos dias das boas noticias se tinha tornado um presságio positivo e um ritual necessário a respeitar para que todas as manhãs continuasses a acordar ao meu lado e todas as noites eu pudesse sentir o teu calor ali.
Misletoe…«It was, therefore, the pass for the other world, which was permitting to go there, and then, what is more important, to come back.
But, for the Celts, on the contrary, the mistletoe was "He who cures everything", the symbol of the life which triumphs over the winter numbness.
Opposite images, but, after all, not so much distant, which here superpose, because it is not easy to separate the good from the evil, the beginning from the end, the death of the seed from the birth of the new plant.
"Au gui l’&n neuf", that is "To the mistletoe the new year",
a phrase of good wishes which has come, in the substance, till our times, confirmed by the medieval beliefs of the "theory of the signs".
And under this point of view, the mistletoe was a real mine.
As it never touches the soil, it was used for curing the epileptics, who, often, fall down on the ground (the modern medicine, has, in effect, recognized to it a sedative action, which, however, reverses with the dosage), and as its fruits ripen in nine months, the time of the human pregnancy, and contain a white and glutinous liquid, similar to the semen, they were persuaded that it was a sure remedy to the women and the whole livestock sterility (at that time, they were making not too much difference).
Finally, as in the point of junction, the host plant swells, like if it had a tumour, it was, by sure, curing also these last ones.
And even if it seems absurd, nowadays, the anti-cancerous properties, have been ascertained, and verified chemically. In fact, the host plant defends itself, creating a thick tissue, rich of tannin, which does not allow the mistletoe to advance, and that this, in its turn, reacts with a product which inhibits the cellular division, which slows down the growth of the wood and so, also of the tumours.
But let us see well, at close quarters, what is botanically, the mistletoe.
A parasite?
An interesting experiment has been carried on as to this matter. If in spring, we cut, one by one, all the leaves of a tree, this will die; but if it gives hospitality to a mistletoe, even if repeating the operation for several consecutive years, it remains always alive.
"Mother mistletoe", because this plant is dioecious: that is, it exists also a Mr. Mistletoe, with masculine flowers, which makes the pollen, and a Mrs. Mistletoe, with feminine flowers, which waits for it.
But no direct contacts, no infatuations or love disappointments, even if, later, the marriage perfumes, very romantically, of orange blossoms.
Sem desapontamentos…
Fantástico… os caminhos por onde uma inspiração nos conduz…embora sejamos nós sempre em ultima analise quem faz a escolha…e nunca os mesmos acontecimentos podem ser interpretados por pessoas diferentes da mesma forma…esse é o perigo e a sedução do envolvimento humano em qualquer que seja o fenómeno observado…se existem coincidências tem de facto de ser utilizadas …porque essa é a harmonia que provem da natureza…eu porem tenho a mania horrível de interpretar tudo á minha maneira e deverá ser extremamente difícil ou ate mesmo totalmente improvável encontrar alguém que partilhe de todas as minhas interpretações e é essa Pessoa que eu procuro!
Só que eu tinha encontrado essa pessoa…e eras tu…e agora tudo indiciava que poderias partir a qualquer momento…
Quando eu a encontrar eu sei que a minha busca terminou….não sei se quero que ela termine….quero é ter principalmente a liberdade de procurar e de no percurso ser útil a alguém ou alguma coisa.
…
In Norse Mythology a darker, though related aspect of the Mistletoe symbolism is revealed. The story goes that Baldur, the divine solar hero child of Frigg and Odin was killed by a twig of Mistletoe and would not return until after doomsday, when he would bring a new era of light, a golden age. We are told that Baldur, having visions of his immanent death grew concerned. When his parents heard about this they too grew concerned and Frigg went out to obtain oaths from all the elements, the stones, tree, plants and even venomous beasts. All swore never to harm the beautiful young God - all but the Mistletoe, who Frigg had deemed too feeble to do any harm and so she never asked for its allegiance. Satisfied with all the promises she thought her divine son invincible and it became a favourite pastime among the gods to shoot arrows and throw stones at the young God, none of which could harm him. Indeed, aiming shots at Baldur became a sign of honouring him. Unfortunately for Baldur, though the jealous God Loki found out about the neutral status of the Mistletoe. He went and picked a branch and returned to the Gods assembly where everyone was having fun shooting at the invincible God - all, except Hodur, Baldurs blind brother. Slyly, Loki went up to Hodur and asked 'why don't you show honour to your brother by taking a shot at him?' 'Because, I can't see and nor do I have anything to throw', he replied. 'Here, I will help you', Loki offered, passing Hodur the Mistletoe twig and assisting him to direct his aim. In an instant Baldur lay dead. The Gods were aghast and horrified, shocked and angered and immediately swore to avenge the attack. Meanwhile another brother was sent off to the Underworld to plead with the Goddess of death to allow Baldur to return to the heavens. However, the plea was only granted under the condition that all the gods and all the beings of the earth, living or dead must weep and show their sorrow or else Baldur would have to remain in the Underworld until doomsday. After hearing this, all the gods and all the beings of the earth, living and dead wailed and wept to show their sorrow - all but one: Loki, disguised as an old hag. And so it came to pass that we must wait till doomsday passes for the young sun god to return (which can't be far off - the way things are going...).
This treatment reflects a homeopathic approach, as large doses of the herb and in particular of the berries actually causes fits and convulsions. It was employed as a specific for this ailment and also used as a nervine to treat hysteria, delirium, convulsions, neuralgia as well as urinary disorders and heart complaints especially where these are related to a nervous condition. (stress) In former times amulets made from mistletoe wood were
http://www.sacredearth.com/ethnobotany/plantprofiles/mistletoe.php
Viscum album. To the Druids, the oak tree represented God, and the mistletoe in the oak represented human dependence on God.
http://www.magick-whispers.com/herbs.htm
"The day that is no day calls for a tree
That is no tree, of low yet lofty growth.
When the pale queen of Autumn casts her leaves
My leaves are freshly tufted on her boughs.
Look, the twin temple-posts of green and gold
The overshadowing lintel stone of white
For here with white and green and gold I shine -
Graft me upon the King when his sap rises
That I may bloom with him at the year's prime,
That I may blind him in his hour of joy."
- Robert Graves, The White Goddess
O mais estranho ainda é que por me recordar deste trecho e ontem por ter andado na net a investigar fui dar a um portal do Paganismo e exactamente a Deusa deste dia 12 de Fevereiro de 2010 é Frigga…a Mãe do Deus que foi morto com uma flecha feita de viscum álbum…isto é maravilhoso…mas se eu contar a alguém vão se rir ás gargalhadas…de qualquer forma há mais de uma semana que te envio mails e que tu não respondes…todos os dias…a várias horas me dou ao trabalho de ir verificar a porcaria da conta de email e tu nada….
Veja-se mais o que diz o tal portal
Frigga
Queen of the Gods
Frigga is Odin's wife, and her sphere of control is primarily the hearth and home; married love and childbirth. She is birth and renewal. Those married couples desirous of children would do well to honor her.
--~--
Pantheon: Norse
Element: Air
Sphere of Influence: Love and Birth
Preferred Colors: Blue, White
Associated Symbols: Cat
Magickal Day: Friday
Associated Animals: Cat
Strongest Around: Yule
Best Moon Phase: Waxing Moon
http://www.thewhitegoddess.co.uk/
Viscum album
NAMES: Mistletoe - True Mistletoe - All-Heal - Heal-All - Holy Wood - Golden Bough - Druid's Weed - Witches' Broom - Wood of the Holy Cross - Devil's Fugue - Birdlime - Lignum Sanctae Crucis - Omnia Sanantem
Woody evergreen parasite with branching stems and grayish-green bark that grows on deciduous trees. Host trees include apple, pear, poplar, linden and oak. It is usually found high on the tree, especially on soft-barked apple, willow and poplar trees. Mistletoe has two long, narrow, leathery yellowish-green leaves at each joint and blooms from February to May with greenish or yellow flowers. The fruit is a small, round, transparent white berry with a black seed in viscous pulp. The berries ripen in late fall and stay on the plant all winter. Propagate by crushing the sticky berries against the bark of a tree. Birds, especially the thrush, spread mistletoe by wiping their beaks on trees after they have eaten the berries. Mistletoe grows quickly and has hard, tough wood.
Gather branches in the fall before the berries appear. Dry them in the shade and store in airtight containers. The leaves can be gathered in fall or winter.
http://www.celticattic.com/olde_world/myths/mistleoe.htm
NAMES: Loranthus - All Heal - Sacred Mistletoe - Pren-awyr (Air Plant)
Parasitic plant like mistletoe that preys on oak trees in Eastern Europe and
on tamarisks and wild acacia in the Near East. It blooms with flame-colored
flowers.
MYTH:
The oracular burning bush of Jehovah may have been a thorny acacia covered with crimson loranthus.
Sacred to Benjamin and to Ixias/Ixion/Ischys.
This was the all-healing herb of Athene Hygieia, patroness of the medical cult in northern Greece.
Considered a holy herb.
MAGIC:
Element: Air
Eastern substitute for true mistletoe
Mistletoe, "neither on earth nor in heaven", is said to lose its healing powers if it touches the ground.
It was forbidden to cut mistletoe with iron.
Bodily misfortune was said to overtake those who cut mistletoe without sanction.
Native Australians believed that mistletoe on sacred trees contained the souls of spirit children who were waiting to be reborn. The Aborigines of Central Australia believed that the ratapa, spirits of unborn children of the tribe, lived one each in trees, rocks and sprigs of mistletoe.
In Japan chopped mistletoe leaves, millet and prayers were offered for a good harvest.
http://www.flowershopnetwork.com/pages/newsletter/NewsletterDecember2005.php
http://www.ovimagazine.com/art/2431
http://www.bbc.co.uk/dna/h2g2/A685091
Caramba…continuas sem me responder a porcaria dos mails…já não tenho coragem de te enviar sms a disfarçar…de certeza também sei que não te posso estar a induzir em erro…ficaste fula da vida quando te disse que ia buscar o visco…achaste que eu estava a delirar e que tudo era apenas um pretexto para me afastar de ti…e ir em mais uma das minhas saídas de campo….levaste tão a peito que agora nem me atendes o telemóvel…nem me respondes aos mails…
Preciso de submergir de alguma forma abstrair de tudo e todos…de facto apesar de tudo o que fiz de melhor foi vir á procura desta abençoada hipótese de cura meio louca…quando estamos desesperados acreditamos em tudo…quando estamos felizes acreditamos em tudo…somos o poço das contradições…
Já vamos no 9 dia em que nada dizes…
Trás os Montes 8:00
A luz ganha força….os primeiros raios de sol espraiam-se pela neblina da manhã….os regatos deitam todos aqueles fumos provocados pela evaporação que fazem lembra as paisagens japonesas…
E que me trazem à lembrança por exemplo esse gosto que partilhamos pelo salmão fumado e sashimi…e que como em tudo nesta historia me faz andar aos círculos …também Lokki o tal Deus mitológico do Norte assumiu a forma de um salmão para fugir a ira dos outros Deuses depois de ter conseguido matar o outro tipo perfeito filho de Frigga…
http://www.thewhitegoddess.co.uk/
Continuava sem avistar a estranha arvore…muito menos o viscum álbum….o frio continuava a gelar-me as mãos e o coração….
Como se numa montagem cinematográfica gostava de ser catapultado para a cena seguinte em que já nos encontramos em casa e em flashback nos lembramos de toda uma saga bem sucedida e tu estarias curada e estariamos ambos romanticamente juntos…mas não sei se ficamos sempre os mesmos depois do que fazemos na vida…do percurso que escolhemos…
A semana de silencio com que me presenteaste sem querer fazia com que me habituasse cada vez mais à tua ausência…tal como na natureza o apelo mais forte é sempre o da sobrevivência e por isso
«When you try your best but you don’t succeed…»
Dos King of Convenience que conheci através de ti….voltei aos meus Coldplay…
http://www.youtube.com/watch?v=73YjnOPM324
When you try your best but you don't succeed
When you get what you want but not what you need
When you feel so tired but you can't sleep
Stuck in reverse.
And the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone but it goes to waste
Could it be worse?
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you
And high up above earth or down below
When you're too in love to let it go
But if you never try you'll never know
Just what you're worth
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you
Tears stream, down your face
When you lose something you cannot replace
Tears stream down your face and I...
Tears stream, down your face
I promise you I will learn from my mistakes
Tears stream down your face and I...
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you.
Continuo a achar que é incrível o dom que tenho de encontrar um fio condutor em tudo o que procuro…só me falha realmente a conexão com a realidade….
Porque aí não consigo conciliar aquilo que sinto e encontro com aquilo que gostaria …
Lights will guide you home…espero
Continuo a procurar….
http://www.youtube.com/watch?v=rqbcV39Sq1o
Vem Ben Harper…
Realmente estar apaixonado por alguem ou alguma coisa é completamente inspirador!
Acho que até vale a pena não ser correspondido…mas não sentir não!
http://www.youtube.com/watch?v=1WPYybSTUQM
Agora o Fantastico dos Fantasticos…fui á pagina da White Godess e descobri que no «zodíaco celta sou o CHOUPO!»
E esta hem?
Litomancia…esta também nunca tinha ouvido falar
http://www.treadwells-london.com/
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